Boletim Trimestral · Abril de 2026

Boletim da Transição Energética

Um raio-x da agenda regulatória brasileira de transição energética no primeiro trimestre de 2026, do impasse da COP30 aos leilões de crédito de carbono e à nova secretaria do mercado de carbono.

25páginas de análise
7temas mapeados no Termômetro
01/01–10/04janela de monitoramento em 2026
Ver principais destaques
Boletim da Transição Energética cover
Resumo em um minuto

O que você precisa saber

Os seis pontos essenciais da agenda de transição energética neste trimestre.

01

A COP30 terminou sem um roteiro conclusivo de saída dos combustíveis fósseis; uma versão preliminar é esperada em junho e a versão final antes da COP31, em outubro.

02

O conflito no Oriente Médio pressionou os preços do petróleo, levando a subsídios emergenciais para diesel, biodiesel e GLP.

03

O 3º leilão do Eco Invest Brasil captou R$ 52 bilhões — dez vezes a meta projetada — com 64,5% dos recursos direcionados à transição energética.

04

As MPs 1300 e 1304 foram sancionadas com vetos, redesenhando parte do arcabouço regulatório do setor.

05

Foi criada a Secretaria Extraordinária do Mercado de Carbono, sob Cristina Fróes, responsável por regulamentar o SBCE até novembro de 2026.

06

O Rio Grande do Norte liderou o país com 13 dos 16 novos projetos de energia registrados em fevereiro de 2026.

Frentes de atuação

Os sete temas do Termômetro

O boletim organiza a agenda regulatória em torno de sete grandes temas de transição energética.

  • Eletricidade e LRCAP 2026
  • Minerais críticos e geopolítica
  • Hidrogênio e combustíveis sustentáveis
  • Mercado de carbono e SBCE
  • Finanças verdes e Eco Invest Brasil
  • COP30 e roteiro dos fósseis
  • Novos projetos de energia por estado
Panorama regulatório

Dois destaques do trimestre

O leilão que surpreendeu: Eco Invest Brasil

O 3º leilão do Eco Invest Brasil captou R$ 52 bilhões, dez vezes acima da meta projetada, com 64,5% dos recursos destinados diretamente a projetos de transição energética — um sinal forte de apetite do mercado por instrumentos verdes brasileiros.

A nova arquitetura do mercado de carbono

A criação da Secretaria Extraordinária do Mercado de Carbono, sob Cristina Fróes, formaliza a governança do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), com meta de regulamentação da primeira fase até novembro de 2026.

O que observar

Próximos marcos regulatórios

1

Publicação do decreto do ProBioQAV, com metas de mistura de SAF de 1% já em 2027 e 10% em 2037.

2

Publicação do Marco Legal do Hidrogênio, esperada para o primeiro semestre de 2026.

3

Conclusão da primeira fase de regulamentação do SBCE, prevista para novembro de 2026.

4

Tramitação do projeto do Redata, hoje parado no Senado, e seu impacto sobre o setor elétrico.

Sete frentes regulatórias, um único boletim trimestral

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